Aterramento elétrico:
O Aterramento elétrico é, com certeza, um assunto que gera um número enorme de dúvidas quanto às normas e procedimentos para a sua instalação. Muitas vezes, o desconhecimento das técnicas para realizar um aterramento eficiente, ocasiona a queima do equipamento eletrificador tanto quanto a ineficácia do conjunto protetor de raios e principalmente, a ineficiência do aramado como instrumento para cercar o gado.
Mas para que serve o aterramento?
A função principal do aterramento para um sistema de cercas elétricas, que é o nosso caso, é tornar o solo nosso segundo condutor. Proteger o equipamento das descargas atmosféricas, através da viabilização de um caminho para a terra. Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção (desviadores de raios, centelhadores) desviando para a terra as altas voltagens e ou altas correntes provenientes das descargas elétricas.
Existem cálculos para dimensionar um aterramento, mas estes são complexos e não entraremos em detalhes. Somente precisamos saber que a resistividade e o tipo de solo, geometria e constituição e formato das hastes influenciam no valor da resistência do aterramento.
É o aterramento que estabelece o contato elétrico com o solo, a fim de fazê-lo tornar-se o segundo condutor de uma cerca elétrica. Isto é possível devido à composição natural do solo, basicamente formado de sais minerais, alguns óxidos metálicos e umidade, entre outros.
Dependendo das características do solo, a corrente elétrica viaja por distâncias notáveis.
Como a corrente elétrica (choque) percorre o circuito pelo aterramento.
A escolha do material para construir o aterramento é de grande importância, pois deverá ser levado em conta que hastes de ferro comum, sem proteção contra a ferrugem, se corroerão com muita velocidade tornando o aterramento ineficiente.
E importante frisar que se o aterramento for feito com hastes galvanizadas (zincadas), as abraçadeiras e o arame que ligam o terminal terra do aparelho ao aterramento, deverão, também, ser galvanizados para minimizar os efeitos da corrosão do tipo galvânica.
Um outro fator que também influi no aterramento é o comprimento das hastes. O uso de hastes curtas demais, em solos secos ou arenosos, não possibilitam um bom aterramento. Mesmo que usadas várias hastes curtas em paralelo atenuará, mas não resolverá o problema de insuficiência de aterramento. Isto acontece porque quando uma corrente elétrica é enviada através do solo, ela encontra certa oposição devida à resistência que o solo apresenta. Esta resistência varia de acordo com a composição do terreno. Em um solo argiloso e úmido a corrente elétrica praticamente não encontrará oposição para a sua circulação e o aterramento poderá ser construído com apenas três hastes cobreadas, ou cano galvanizado, com um comprimento de 3 metros cada, separadas de 3 metros de distância entre si, ou então formando um triângulo de 3 metros de lado, unido entre si por fio de cobre número 10, ou por arame galvanizado quando o aterramento for confeccionado com canos galvanizados. Já em um solo arenoso e seco é praticamente impossível conduzir a corrente elétrica por grandes distâncias, devido à resistência que o mesmo apresenta. Explicando melhor: a areia que forma este tipo de solo é um material altamente isolante. Neste caso, o aterramento deverá ser feito com hastes que possuam roscas em suas extremidades para serem unidas umas as outras e assim conseguir atingir uma profundidade maior, procurando chegar à zona de umidade permanente do solo. Fica claro, também que o número de hastes em fila ou o comprimento das mesmas, será determinado pela característica do solo.
Uma outra forma de se conseguir melhorar o aterramento em terrenos arenosos, é com a colocação de um outro arame ligado ao aterramento principal para que a corrente elétrica possa percorrer toda a cerca, fechando o circuito quando o animal tocar os dois arames. Com a instalação deste segundo arame é possível a utilização do mesmo para a colocação do "terra secundário". Isso se faz, colocando uma haste de aterramento intercalada a cada 300 ou 500 metros, aproximadamente, a partir do aterramento principal e ligado a este segundo arame.
Aterramento secundário
Haste de aterramento:
A haste de aterramento normalmente é feita de uma alma de aço revestida de cobre. Seu comprimento pode varia de 1,5 a 3 metros. As de 2,5 metros são as mais utilizadas por serem encontradas com facilidade no comércio.
O valor ideal para um bom aterramento para cercas elétricas deve ser igual ou menor que 15Ω. Dependendo da química do solo (quantidade de água, salinidade, alcalinidade, etc), mais de uma haste pode se fazer necessária para nos aproximar desse valor. Caso isso não ocorra haverá a necessidade do agrupamento de hastes em paralelo.
Teste do aterramento.
Uma forma fácil e prática de se comprovar a eficiência do aterramento é com a utilização de um voltímetro digital para cerca elétrica. Para isso, providencie uma haste de aterramento e um voltímetro digital, e siga as instruções como abaixo.
Teste de aterramento
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